• A ADPP Angola celebrou 30 anos criando desenvolvimento em todo o país, em parceria com o governo, comumidades e parceiros

  • A ADPP opera 45 projectos em 42 municípios de 18 províncias nas areas de educação, saúde comunitária, agricultura e desenvolvimento rural

  • Junto com o Ministério da Educação, a ADPP opera 15 escolas de formação de professores e graduou 9644 profesores primarias desde 1998

  • ADPP tem: 900 trabalhadores, 4000 voluntários, 1000 professores estagiários em 92 municípios, alcançando 700.000 pessoas

Jorge Chimba Sumbavela

Sou Jorge Chimba Sumbavela, estudante da Promoção 2018.
Nós iniciamos os nossos estudos na escola no mês de Fevereiro 2018 e desde dia um de Junho estamos a fazer nossas 11 semanas de viajem. Sou do autocarro 1, do Grupo Nuclear 3 e de momento estamos no Município de Ukuma, Província do Huambo.

A primeira semana do viajem ficamos no Bairro do Belém, no fim da Cidade do Huambo, quando o autocarro foi reparado.
Quando chegamos Ukuma, o Grupo Nuclear 3 decidiu que vamos fazer o seguinte investigação: “Como combater as doenças mais frequentes?” Ficamos todos juntos no Grupo e depois de várias propostas, decidimos este tema, porque achamos importante, para sabemos mais como a população pode se proteger e curar as doenças mais frequentes.
Até hoje visitamos Repartição Municipal de Saúde do Ukuma e Hospital Municipal. Durante as duas visitas fomos muito bem recebidos. Aprendemos sobre malaria que este ano leva muitos doentes, até falecidos. Falamos também com muitas pessoas nos bairros da sede municipal, como algumas aldeias perto de sede. Temos a impressão que a maior parte das pessoas na sede têm conhecimento de malaria, mas nas aldeias, muitas pessoas não têm conhecimento suficiente. Na sede como nas aldeias a maior parte de pessoas não utilizam mosquiteiros para se proteger. Sempre informamos todo mundo como malaria acontece e a importância de se proteger contra mosquito.
Um dia fazemos uma acção num bairro do Ukuma recolher lixo e fazer covas de lixo, com boa participação de população do bairro, e explicamos as pessoas como lixo contribua para criar as condições para doenças. Mesmo na nossa escola como preparação de viajem aprendemos sobre malaria e todos os estudantes foram obrigado de procurar e utilizar mosquiteiros.
Outra doença que as pessoas do Hospital falaram foi VIH/SIDA. Vamos investigar isso melhor, e também outras doenças.
Sou parte dos estudantes que têm como área de responsabilidade organizar desporto, e sempre corremos ou jogamos bola, e todos os professores e estudantes participam bem. Iniciamos sempre o dia assim, as 6 horas, mesmo que agora é bem frio.
Gosto muito de viajar. Na escola, no período de preparação, ficamos sempre sentados, discutir uma coisa ou outra. Desde saímos da escola, estamos sempre ocupados duma acção ou outra. Iniciamos sedo de manha, porque há muito de fazer, e não há tempo de descanso.

Venceslau Félix Cambulo

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Tema: A impressão mais marcante durante a viagem - Melhor reunião comum de sempre

Sou Venceslau Félix Cambulo e vou explicar sobre uma reunião comum forte. Tínhamos várias durante a viagem e são importantes para resolver assuntos entre nós.
A nossa viagem iniciou no dia 1 de Junho, uma sexta-feira. Saímos com o autocarro da escola, mas apenas para o Bairro de Belém, nos arredores da cidade do Huambo, 10 km da escola. Cada dia que se foi, planificamos continuar para o município de Ukuma, para iniciar com investigações, mas a viagem sempre foi adiada, principalmente por causa da reparação do autocarro. O Líder de autocarro estava andando para resolver os assuntos, e nós ficamos mais ansiosos cada dia para avançar.
Na outra sexta-feira, o autocarro finalmente estava bom. Arrumamos todo o acampamento no autocarro, pronto para partir quando o Líder ligou explicando que devemos ficar ainda. Ele estava doente, não podia chegar, e nós deveríamos fazer o acampamento de novo. Foi uma confusão. Nós estudantes decidimos que o autocarro deveria ir. Os outros dois professores saíram de autocarro na última hora e fomos de tarde para Ukuma.
Durante a viagem discutimos o que fazer quando chegamos à Ukuma, e ficamos sem resposta como vamos fazer. Os outros dois professores decidiram junto com o Líder que também deviam ir para Ukuma, e como andavam com transporte normal, chegaram antes de nós. Lá a Repartição de Educação tinha preparado uma escola onde podíamos ficar.
Ficamos muito contentes quando encontramos os nossos dois professores de novo, e uma solução de moradia foi encontrada. No dia seguinte os dois professores não ficaram dentro do programa, e nós estudantes ficamos sem nos organizar bem.
Apenas Quarta-Feira o Líder chegou, como agora estava bem de saúde. Assim fizemos uma grande reunião comum, todos professores e estudantes em conjunto, sentados num círculo. O encontro durou desde 9 horas de manha até 23 horas de noite.
Alguns estudantes argumentaram que devemos sempre cumprir os planos e o plano em Belém foi de sair de lá rapidamente. Também o programa esta com os estudantes, pelo menos 75 %, e isso justificou porque fomos. Outros argumentaram que o Líder estava sempre a sair, sem explicar bem o que estava fazer, e assim sem nos cuidar.
O Líder e os professores explicaram que como o dinheiro da próxima semana ainda não caiu no multicaixa e não devemos fazer esta grande viajem sem dinheiro. Verdade fomos quase sem dinheiro. O Líder tinha também dúvida sobre o estado do autocarro, e ele explicou como trabalhou diariamente quando estivemos em Belém.
No fim nós estudantes apresentamos as nossas desculpas para a revolta que fizemos, e entendemos que é muito melhor concordar bem em conjunto os planos do programa e viagem. Pedimos desculpas porque fomos convencidos dos argumentos dos professores, embora levou muito tempo.  
Durante a viagem outras reuniões comuns também foram resolvendo os nossos assuntos, e agora estamos acostumados encontrar soluções assim.

Samuel Ndavisele Sawossi

 

Tema: Organização da via­gem - Áreas de respon­sabilidades

Sou Samuel Ndavisele Sawossi. Vou explicar sobre a área de responsabilidade de saúde que tinha durante a viagem, junto com 2 outros estudantes. Nossa tarefa foi de cuidar da saúde de todos no nosso Grupo de Autocarro com 3 professores e 30 estudantes. Nós tínhamos que saber em cada amanhecer o estado de saúde de cada um dos colegas. Ainda me lembro da distância que tive que percorrer no Caibambo a procura de farmácia onde havia faturas para comprar medicamentos porque a escola não permite fazer compras sem fatura e a fatura tem que ter todos os pressupostos exigidos. No fim consegui. 
No Lubango quando o Bento caiu doente, fomos procurar consulta no Hospital Geral numa Segunda-Feira, mas informaram que tínhamos de voltar só Quinta-Feira. Para nós foi difícil, porque o Hospital é muito grande, e tudo ficou novo para nós. Como o tratamento não podia esperar, fomos procurar uma clínica no Bairro de Chioco onde nosso acampamento estava. Depois de algumas voltas conseguimos e o Bento recebeu tratamento. Levamos estudantes a fazer consultas várias vezes em Lubango, Namibe e Ganda. Em Ganda 6 estudantes estiveram doentes no mesmo tempo, com malária ou febre tifoide. Com sorte o Hospital entregou medicamentos grátis para nós. 

Em Namibe o Justo ficou hospitalizado durante 4 dias por causa de malária e febre tifoide. Nós levamos sempre a sua alimentação para hospital. Junto com os professores, nós do Grupo de Saúde levamos dois pontos para agenda de Reunião Comum. Um foi de mobilizar para todos participaram nas actividades de desporto de manha, as 6 horas. Jogamos bola e fizemos alongamentos. Alguns estudantes não participaram e para evitar doenças achamos isso não correto. Com este debate a participação melhorou. 
O outro assunto foi que tínhamos que melhorar a prática de higiene no acampamento, de limpeza, fazer cova de lixo e lavar bem os pratos. Com o debate a higiene melhorou também. 
Ser vigilante da saúde de todos durante a viagem foi o melhor papel que desempenhei em toda a minha vida, porque tive a oportunidade de saber quais são os problemas de todos que estavam a viajar e poder ajuda-los.

Maria Cassova Canganjo

Tema: Eleições autárquica

Sou Maria Cassova Canganjo, do Grupo Nuclear nº 7. O que foi mais marcante para mim durante a viagem foi quando falamos sobre a política, concretamente eleições autárcicas. Investigamos este tema no Município de Longonjo, Província de Huambo. Já mais tivera ouvido falar de eleições autárquicas, onde digo que graças ao período de Viagem. Com este tema, passamos em várias instituições como: Administração Municipal, Comités do MPLA, UNITA e CASA-CE. Quando passamos no Comité do MPLA, nos foi dito o seguinte: as eleições autárquicas correspondem ao poder local que é exercido numa determinada localidade, e é a população que elege o autarca; e o mesmo será eleito de acordo ao seu programa. 

MPLA acha que as eleições devem acontecer de uma maneira gradual; já os partidos da oposição querem que aconteçam de uma maneira funcional, em todos os Municípios do país. MPLA diz que a melhor maneira é a gradual porque os municípios que serão abrangidos já não dependerão do governo apenas 50% de entradas. A outra metade deve ser recolhida localmente. Por isso devem ser abrangidos na primeira fase os municípios já desenvolvidos com indústrias. E ainda o partido CASA-CEpromete fazer uma revolta se não for funcional recolhendo os jovens. 

No meu entender as eleições autárquicas também vêm para aliar todos os partidos. Porque, se no município da Caála a UNITA ganha obrigatoriamente este partido terá que colaborar fortemente com o partido no poder. 

Elas vêm para abolir a rivalidade entre os partidos e trazer mais aliança entre os partidos, e fortificar cada vez mais a paz.Estas eleições vêm em prol de fazer sentir a democracia no nosso país, porque com estas eleições o individuo estará mais livre em exprimir os seus sentimentos. Ainda a organização da mulher angolana dizia que a UNITA antes matava e destruía escolas e hospitais e pontes, mas hoje estudantes que votam no MPLA e a UNITA estudam nas mesmas escolas, fazem o tratamento nos hospitais em conjunto e passam sobre as mesmas pontes. É de salientar que tudo quanto foi aprendido foi muito proveitoso e este mesmo tema foi muito pertinente e por outro, muitos de nós pensamos que esta viagem seria de turismo, mas não aconteceu. Fomos a busca de conhecimento.

Justo Chivala Zeferino

Tema: Viver com família em Lubango.

Sou Justo Chivala Zeferino. Claro que a viagem foi uma batalha por enfrentar. Hoje não sou o mesmo. O medo foi vencido, o receio foi deixado para atrás e posso dizer que a vida está mais aberta para o futuro do que nunca. 
Vou explicar as experiências que obtemos quando fomos 3 estudantes que vivemos com uma família durante 3 dias no Bairro de Nambambi, situado na periferia da Cidade de Lubango. Foi algo impressionante lidar com a família de outras terras e ter um contacto próximo a ela. Foi difícil mesmo nos primeiros instantes do encontro. Só depois dum tempo deu para adaptar-se aquelas pessoas carinhosas e sem preconceitos que foram capazes de abrigar um viajante. A mãe sai todas as manhas para ir na praça e dali consegue algo para sustentar a sua família. Ela vende fardos de roupas usadas como também chinelas e roupas novas. O homem se ocupa em trabalhos de auto emprego como mestre de pedreira. 
Cada dia de manhã, nós 3 estudantes, faziamos algum trabalho doméstico junto com a família de limpeza e carretar água para casa. Depois de isso, ficávamos durante o dia com as 5 crianças quando não estavam na escola. De tarde os adultos voltavam de novo. 
Segundo eles, tem sido uma dificuldade económica devido a subida de preços no mercado, que acontece quase sempre nestes últimos anos. Assim a mãe não conseguiu ir para Santa Clara comprar produtos. Por causa da crise o seu negócio quase foi a falência. Fruto de muita luta, a família conseguiu ultrapassar estes momentos em 2016,que por eles são relatados com muito desprezo. Actualmente conseguem garantir normalmente o funcionamento da sua família, pagando propinas dos filhos e assegurando que as necessidades primárias não faltem a família e continuando a investir no seu negócio para que cada vez mais se alastre e torne-se de grande escala. Para o pai a dificuldade é quando não há obras e fica meses sem trabalhar. 
Ainda a família tem grandes perspectivas em aumentar o negócio para assim abrir uma cantina em sua casa e um armazém no mercado provincial para ampliar seu negócio. Foi muito bom para mim conviver com pessoas de diferentes costumes, culturas e tradições que nos tornam diferentes e iguais ao mesmo tempo. Posso considerar que viver com a família foi o grande início da minha jornada como professor do futuro.Deu-me aptidões de ser professor de todos e para todos os angolanos sem distinção de pessoas, raça, tribo ou tradição, assim abandonar as atitudes e comportamentos que nos afastam de outras pessoas e sentimentos ligados a todos de Cabinda ao Cunene - do mar ao leste. 

Sinto-me mais comprometido com o futuro de Angola e de suas famílias servi-las e ajuda-las de forma a promover mudanças no seu modo de vida e dos seus filhos mantendo desta forma famílias unidas e solidas para os novos desafios da sociedade, e assim contribuir para o bom andamento do nosso país.

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